Paulo Roberto Falcão conhece, talvez melhor do que ninguém, a tradição vitoriosa das categorias de base do Inter. Criado no Beira-Rio, integrou uma das gerações que mais títulos conquistaram, amparada em jogadores identificados com o vermelho e o branco do símbolo colorado.
Agora técnico, ele valoriza as próprias origens, e abre espaço a outros jovens. Após o treino da manhã deste sábado, atuou como um professor. Sentou-se, primeiro no gramado, depois sobre uma bola, formando um círculo com cinco jogadores.

Ali permaneceu por cerca de vinte minutos, falando e sendo ouvido pelos meias Ricardo Goulart, Marquinhos e João Paulo, pelo atacante Lucas Roggia, e pelo lateral Zé Mário. O quinteto observou cada palavra pronunciada pelo treinador com a atenção de quem reconhece a utilidade dos conselhos transmitidos.
Em entrevista coletiva, Falcão revelou o teor da conversa com os garotos, reiterando a ideia de valorização da base como tradição do clube:
- Falei para eles ficarem atentos, que a qualquer momento pode aparecer uma novidade. E que isso tem de servir de estímulo, de motivação, e não de peso, de responsabilidade sobre eles. Eles não precisam mostrar nada a mais do que vêm mostrando nos juniores. Faço questão de dizer que eles estão sendo observados, o que não significa que eles estão prontos para jogar, para que não se cobre deles depois. Temos uma necessidade numérica agora, mas eles estão sendo observados e podem ser usados, porque na história do Inter existe essa valorização das categorias de base.
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